quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Raul de Leoni, um poeta esquecido

Quando participei do grupo Poeco só Poesia, pediram-me para escolher um patrono. E imaginem que estava ali esquecido para ser escolhido? Sim ele mesmo. Deixo aqui este poema dele para o seu deleite  


Argila

Nascemos um para o outro, dessa argila
De que são feitas as criaturas raras;
Tens legendas pagãs nas carnes claras
E eu tenho a alma dos faunos na pupila...

Às belezas heróicas te comparas
E em mim a luz olímpica cintila,
Gritam em nós todas as nobres taras
Daquela Grécia esplêndida e tranquila...

É tanta a glória que nos encaminha
Em nosso amor de seleção, profundo,
Que (ouço ao longe o oráculo de Elêusis)

Se um dia eu fosse teu e fosses minha,
O nosso amor conceberia um mundo
E do teu ventre nasceriam deuses...

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