Que importa
se caírem os mundos
a revolta estiver próxima
e se levantem perdidos gritos desesperançados.
Que importa
se a fome é tanta,
a miséria infinita,
se teu amor a mim basta.
Importa lá
que a música esteja perdida,
a educação descaracterizada,
o Congresso acomodado,
o brio da nação ferido?
Importam teus olhos!
Tua parda graça
semi-libertina
semi-enlutada.
Importa a metamorfose cerebral
desta cabeça confusa
e metida a ordeira.
Importa a orgia
que serpenteia nosso convívio
Importa nossa declaração unilateral de paz
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
TEMPOS REMOTOS
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