sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Com tanto acesso à informação, a mídia não deixa escapar sequer um pum

Não, não me refiro ao pum anônimo ecoado em meio à preleção de Luxemburgo no vestiário do Flamengo, tornando fétida a sua estratégia de jogo.

Talvez simbolizasse um despejar de insatisfações incontroladas, ou, quem sabe, alguém estivesse mesmo com algum distúrbio intestinal, o que é mais provável.

O fato é que o pum adquiriu notoriedade e de simples e escafedido ronco, passou a um borborigmo de comentários por toda a imprensa.

Refleti muito sobre aquele pum.

Pum providencial.

Pum social, político, esportivo.

Pum de revolta!

Pum de dénúncia!

Assim como o coito é instinto de vida, assim a excreção é instinto de morte, refletia Schopenhauer.

Então...

Pum necrófilo!

Agora vem um estribilho de uma entrevista de Dilma para o "Fantástico", para nós, assistentes corriqueiros.

É feita uma pergunta sobre o "toma lá, dá cá" entre Governo Dilma e Bancada de apoio.

Dilma deixa  escapar uma ironia, invertendo a frase para "Dá cá que toma lá".

Pronto, surgem as teorias da dependência e outras escrescências mais.

Uma simples brincadeira.