quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Hino Nacional Brasileiro em canto solo de uma multidão

Ganhar da Argentina faz acirrar uma competição cheia de ódios e invejas, mas por aqui em nossas searas brasileiríssimas isto é uma virtude.

Somos então obrigados a ter ódio de argentinos desde o nascimento.

Estupidez que encontra eco na imitação do outro lado.

Onde afinal, querem chegar com esta competição belicosa, em uma guerra futura?
Em disputas territoriais? econômicas? culturais? futebolísticas? morais? religiosas? literárias? esportivas em geral?

Estão colocando este ódio em todo lugar, e em todos os corações.

O jogo em Belém, não foi um jogo, mas uma conquista, uma ocupação de campo.

As faltas, não foram faltas, mas estocadas de braços e pontapés violentos, revestidos de falsa educação.

Os gols não foram gols, foram destronados reis, e feitos  cativos os vassalos.

Os técnicos, comandantes, e a derrota, a condenação ao ostracismo.

Sobressaiu o Hino Nacional Brasileiro, sem o acompanhamento musical.

Atônita, a mídia logo pôs-se a exaltar o fenômeno, surpresa pelo amor do povo ao seu país.

Afinal, não se canta mais com ardor, mas com bolor.

Marcaram gols os jovens que não tem oportunidades, no grito da multidão.

Marcaram gols, os que torcem e são torcidos diariamente na vida paraense.

Pára Pará!